Cardio-grafia
Poemas. De todo dia.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
"Sempre gostei desse verso do poeta:
“vem, minha doce assassina”.
Nunca achei-o funesto.
Das mortes que a assassina intermedia: o tédio."
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sou uma cardiopata
desde que nasci:
vivo de romance.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Absoluto
Você é minha essência:
notas do oriente,
subtilezas,
óleo indispensável.
Profundo de mim.
Da dúvida
Cega para a escrita,
sem ler nas entrelinhas,
o bem querer que não está ali.
Embotados os olhos
não duvidam
da dúvida,
que valsa lá.
(des)habitado
Nos umbrais de mim
vive gente que eu não
quero.
Que eu não
gosto,
que eu não
sou.
O que fazem ali?
Como desalojar
esses invasores
que possuem
chaves,
que detém
códigos de acesso,
que conhecem
passagens secretas,
e que contam
com a minha
colaboração?
Avesso
Falso
bem
estar
de
confusão.
Epistemologia
Economizo no ar,
para suspirar,
quando te vejo passar.
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